Vim compartilhar com vocês os livros que ganhei de presente no meu aniversário (27/04), demorei um pouco por não estar conseguindo postar a foto.
Em breve teremos resenhas.
Local de experimentação, de soltar a palavra sobre o que der na telha. Sempre de portas abertas a quem quiser abrir a porta e dar uma espiada.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Daquelas coisinhas que fazem a gente ser quem a gente é
Às vezes acontece de a gente sentir algo especial por um livro, ou um filme, ou um lugar e é de uma dessas coisinhas que eu vim falar aqui é o livro/filme As Vantagens de Ser Invisível. Sei que pode parecer extremamente bobo falar dele, mas simplesmente é algo absurdamente profundo e que me toca (nota repentina: o objetivo desse texto não é ser uma resenha bem construída e sim um turbilhão de sentimentos de forma desorganizada).
A história é sobre o secundarista Charlie, que vem passando por várias dificuldades e se sente bastante deslocado até conhecer a Sam e o Patrick e aí sua vida muda. Sei que parece algo adolescente, mas o autor trata a história do Charlie com tanta sensibilidade, mostra aquilo tudo de uma forma tão mas tão real que é impossível (quero dizer, possível é, mas não deveria ser) não ficar encantado. E o filme também é uma adaptação maravilhosa e igualmente emocionante.
Charlie é em sua essência, muito do que eu fui durante a vida. Espero que também possam se apaixonar por essa história.
https://www.youtube.com/watch?v=8bZdm8asYSk
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Entre o Mundo e Eu
Finalmente terminei a leitura, demorei bastante, culpa da minha confusão mental. Para fazer essa resenha dei uma lida em algumas resenhas de outros blogs e sites, para tentar melhorar e expor para vocês um conteúdo mais coerente e melhor trabalhado.
Entre O Mundo e Eu é um relato emocionante e duro, por ser além de absurdamente real, absolutamente pessoal, uma carta de pai para filho, além de uma espécie de auto biografia. Escrito pelo colunista Ta-Nehisi Coates, um colunista muito resrpeitado na comunidade negra dos EUA hoje, filho de uma liderança local do Partido dos Panteras Negras (vale a pena dar uma pesquisada nesse movimento), que, resumidamente, fala sobre o que é ser negro hoje nos Estados Unidos.
Sobre toda essa distância entre o ser negro e o "Sonho Americano", sobre a necessidade de preservar os corpos, da união dos negros, como forma de resistência. Além de ter sempre momentos em que o autor nos leva à uma contextualização histórica, que é bastante importante se tratando de um livro sobre sociedade.
É bastante impactante perceber o quão é dura a vida de muitas pessoas simplesmente pela sua cor de pele, por toda uma construção histórica (baseada no Imperialismo e também uma das bases do Capitalismo) que inferioriza os negros, assim como os indígenas, os asiáticos, os mulatos, todos os não brancos com feições europeias.
Duas colocações que achei bastante interessantes foram: 1) chamar os negros americanos de "filhos de um estupro transatlântico" e 2) "Não pode esquecer o quanto eles tiraram de nós e como transfiguraram nossos corpos em açúcar, tabaco, algodão e ouro"
O escritor sempre volta nessa questão dos corpos negros, e foi uma das coisas que mais me marcou, é (de forma muito negativa) pensar que um número muito grande de pessoas dentro da sociedade, antes de qualquer coisa, precisa se preocupar com a segurança de seus corpos.
Numa escala de 0 a 5 daria 4,5 para o livro
Para quem se interessar, acho legal dar uma pesquisada na militante Angela Davis, e também nos filmes 12 anos de escravidão e Histórias Cruzadas. Quem já tiver lido ou queira ler, comenta aqui, se quiser, claro.
Entre O Mundo e Eu é um relato emocionante e duro, por ser além de absurdamente real, absolutamente pessoal, uma carta de pai para filho, além de uma espécie de auto biografia. Escrito pelo colunista Ta-Nehisi Coates, um colunista muito resrpeitado na comunidade negra dos EUA hoje, filho de uma liderança local do Partido dos Panteras Negras (vale a pena dar uma pesquisada nesse movimento), que, resumidamente, fala sobre o que é ser negro hoje nos Estados Unidos.
Sobre toda essa distância entre o ser negro e o "Sonho Americano", sobre a necessidade de preservar os corpos, da união dos negros, como forma de resistência. Além de ter sempre momentos em que o autor nos leva à uma contextualização histórica, que é bastante importante se tratando de um livro sobre sociedade.
É bastante impactante perceber o quão é dura a vida de muitas pessoas simplesmente pela sua cor de pele, por toda uma construção histórica (baseada no Imperialismo e também uma das bases do Capitalismo) que inferioriza os negros, assim como os indígenas, os asiáticos, os mulatos, todos os não brancos com feições europeias.
Duas colocações que achei bastante interessantes foram: 1) chamar os negros americanos de "filhos de um estupro transatlântico" e 2) "Não pode esquecer o quanto eles tiraram de nós e como transfiguraram nossos corpos em açúcar, tabaco, algodão e ouro"
O escritor sempre volta nessa questão dos corpos negros, e foi uma das coisas que mais me marcou, é (de forma muito negativa) pensar que um número muito grande de pessoas dentro da sociedade, antes de qualquer coisa, precisa se preocupar com a segurança de seus corpos.
Numa escala de 0 a 5 daria 4,5 para o livro
Para quem se interessar, acho legal dar uma pesquisada na militante Angela Davis, e também nos filmes 12 anos de escravidão e Histórias Cruzadas. Quem já tiver lido ou queira ler, comenta aqui, se quiser, claro.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Livros que estou lendo no momento
1) A Tormenta das Espadas: terceiro livro das Crônicas de Gelo e Fogo. Comecei há ler faz um tempo mas dei uma pausa por ser um momento difícil e esse livro ter emoções demais para ler num momento como aquele. Eu acho que essa é a melhor série de fantasia de todo o universo, e por favor, não é só algo "estilo Senhor dos Anéis" é totalmente diferente,
2) Orgulho e Preconceito: o clássico. Li (inteiro) há 4 anos e confesso que achei bem chato. Mas um dia desses, na livraria Cultura do centro do Rio achei uma edição bem bonita e quis quebrar essa minha implicância. Não comprei por já ter uma edição e estou gostando bastante.3) Entre o Mundo e Eu: mal comecei e já estou apaixonada. Fala sobre o racismo hoje nos EUA e já me rendeu algumas anotações. Muito impactante e muito duro.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
O Vendedor de Histórias
A história começa na infância do pequeno Petter Aranha, um menino com uma imaginação extraordinária (uma característica fascinante). O menino vai crescendo um pouco distante de seus colegas, sem os mesmo interesses, como se vivesse em uma realidade própria. Apesar de inventar milhares de histórias, nunca escreve nenhuma e em determinado momento começa a ganhar dinheiro fornecendo histórias para escritores de diferentes perfis. Há também seu envolvimento com Maria que (spoiler) parece algo um tanto quanto, "só acontece por acontecer" mas que no finalzinho causa uma reviravolta (não, não é algo clichê e óbvio).
Outro fato importante foi que eu senti muitas coisas em relação ao personagem, a princípio uma antipatia (que até me desanimava de ler o livro), depois um certo fascínio e admiração, uma crítica forte, um certo medo, querendo desvendá-lo com um pé atrás, e por fim, pena.
Acho que vale muito a pena desfrutar desse livro, dá para viajar em sua narrativa e em cada historieta que o Aranha inventa. Marquei várias coisas no meu livro, mas não consegui mostrar muito bem na foto.
Caso já tenha lido ou conheça algo sobre, sinta-se à vontade para comentar.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Persépolis
Persépolis foi um dos últimos livros que li (falarei num futuro próximo sobre os outros que acabei antes, tudo tem uma razão). Tinha vontade de ler já há uns 2 ou 3 anos, ganhei há menos de um mês e comecei há ler há três dias. Um dos principais motivos por ter lido rápido é por ser uma história em quadrinhos (acredita que eu já tinha implicado com o livro por causa disso?).
O livro é uma espécie de autobiografia de Marjane Satrapi uma mulher que teve sua educação familiar com bases nas tradições persas e nas noções da esquerda ocidental ambientada na revolução islâmica que aconteceu no Irã em 1979 (não sei se ambientada é um termo correto para autobiografia, caso não seja pode corrigir).
Outra coisa interessante é ver a diferença entre nossa realidade e a da Marjane, durante sua juventude usar maquiagem era um ato de rebeldia e que requeria coragem.
Mas é preciso tomar cuidado para não começar a ter preconceito com o islamismo, é sempre necessário lembrar que os fatos que ela relata se tratam do fundamentalismo e não da religião em si.
É uma leitura que definitivamente vale a pena, muito envolvente e que nos faz aprender muito.
Achei essa imagem curiosa, é um dos quadrinhos do livro
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Quem sou eu
- /Juliana/
- Dragão segundo o horóscopo chinês. Nascida no Rio, mas criada em Petrópolis (ainda bem). Além de querer ser professora, sonha em fazer muitas (MUITAS) coisas. Mas enquanto o dia não tem 72 horas, milita por um mundo melhor, escreve, tenta desenhar e bebe mate. Acredita plenamente no poder transformador do palco, dos animais e da educação.


