quarta-feira, 25 de maio de 2016

Livros de aniversário

   Vim compartilhar com vocês os livros que ganhei de presente no meu aniversário (27/04), demorei um pouco por não estar conseguindo postar a foto.
Em breve teremos resenhas.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Daquelas coisinhas que fazem a gente ser quem a gente é

   Às vezes acontece de a gente sentir algo especial por um livro, ou um filme, ou um lugar e é de uma dessas coisinhas que eu vim falar aqui é o livro/filme As Vantagens de Ser Invisível. Sei que pode parecer extremamente bobo falar dele, mas simplesmente é algo absurdamente profundo e que me toca (nota repentina: o objetivo desse texto não é ser uma resenha bem construída e sim um turbilhão de sentimentos de forma desorganizada). 
    A história é sobre o secundarista Charlie, que vem passando por várias dificuldades e se sente bastante deslocado até conhecer a Sam e o Patrick e aí sua vida muda. Sei que parece algo adolescente, mas o autor trata a história do Charlie com tanta sensibilidade, mostra aquilo tudo de uma forma tão mas tão real que é impossível (quero dizer, possível é, mas não deveria ser) não ficar encantado. E o filme também é uma adaptação maravilhosa e igualmente emocionante.
       Charlie é em sua essência, muito do que eu fui durante a vida. Espero que também possam se apaixonar por essa história.
https://www.youtube.com/watch?v=8bZdm8asYSk

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Fracasso

   Fracasso é uma palavra bem forte e bem negativa na nossa sociedade, e não só isso, ela também nos assombra a todo tempo. Eu, pelo menos, mesmo com todas as críticas a esse modelo perverso de "bem sucedidos e fracassados", morro de medo do fracasso. E morro mesmo. Dizem que me cobro muito, mas a verdade é que me sinto "um fracasso" com alguma frequência, mas não vou ficar falando sobre minhas angústias.
    Mas afinal o que é o dito fracasso? Segundo o dicionário, é a falta de êxito, o malogro, a derrota. O mesmo mundo que nos obriga a competir insanamente é o mesmo mundo que nos ensina a nunca querer fracassar. Mas com tantas competições e com tantas pessoas, como podem querer que sejamos vencedores sempre? É algo numericamente impossível! E tem mais, nunca nos ensinam a valorizar o treino, a preparação, o aprendizado, e apenas o resultado final.
   Pensando nessa lógica, se não "nascermos" vencedores, possivelmente nunca desaprenderemos a sermos fracassados. Uma coisa bastante cruel é pensar que às vezes somos até mesmo o segundo lugar e isso é uma decepção. Se não formos de um certo padrão não atingimos o sucesso e a partir daí seremos tachados de pessoas que perderam. 
      Nós não temos a obrigação de sermos os melhores em tudo, não temos que achar que essa lógica competitiva é normal, aprendermos a nos desenvolver sem ter que atingir certos padrões é algo bem mais gratificante, pelo menos eu acho que devia ser assim.
     

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Músicas para Você Ouvir quando estiver se Sentindo para Baixo

   Fiz essa lista baseada totalmente no meu gosto pessoal, e talvez a letra das músicas não seja algo ligado a sentimentos ou te faça se sentir bem. Apenas vá ouvindo, talvez sem prestar tanta atenção e sentindo, qualquer sugestão ou reclamação só dizer aqui. Sinta-se bem vindo (a) para dizer como se sentiu depois de ouvir as músicas também. 










quarta-feira, 13 de abril de 2016

Entre o Mundo e Eu

    Finalmente terminei a leitura, demorei bastante, culpa da minha confusão mental. Para fazer essa resenha dei uma lida em algumas resenhas de outros blogs e sites, para tentar melhorar e expor para vocês um conteúdo mais coerente e melhor trabalhado.
   Entre O Mundo e Eu é um relato emocionante e duro, por ser além de absurdamente real, absolutamente pessoal, uma carta de pai para filho, além de uma espécie de auto biografia. Escrito pelo colunista Ta-Nehisi Coates, um colunista muito resrpeitado na comunidade negra dos EUA hoje, filho de uma liderança local do Partido dos Panteras Negras (vale a pena dar uma pesquisada nesse movimento), que, resumidamente, fala sobre o que é ser negro hoje nos Estados Unidos.
    Sobre toda essa distância entre o ser negro e o "Sonho Americano", sobre a necessidade de preservar os corpos, da união dos negros, como forma de resistência. Além de ter sempre momentos em que o autor nos leva à uma contextualização histórica, que é bastante importante se tratando de um livro sobre sociedade.
       É bastante impactante perceber o quão é dura a vida de muitas pessoas simplesmente pela sua cor de pele, por toda uma construção histórica (baseada no Imperialismo e também uma das bases do Capitalismo) que inferioriza os negros, assim como os indígenas, os asiáticos, os mulatos, todos os não brancos com feições europeias.
     Duas colocações que achei bastante interessantes foram: 1) chamar os negros americanos de "filhos de um estupro transatlântico" e 2) "Não pode esquecer o quanto eles tiraram de nós e como transfiguraram nossos corpos em açúcar, tabaco, algodão e ouro"
      O escritor sempre volta nessa questão dos corpos negros, e foi uma das coisas que mais me marcou, é (de forma muito negativa) pensar que um número muito grande de pessoas dentro da sociedade, antes de qualquer coisa, precisa se preocupar com a segurança de seus corpos.
         Numa escala de 0 a 5 daria 4,5 para o livro

Para quem se interessar, acho legal dar uma pesquisada na militante Angela Davis, e também nos filmes 12 anos de escravidão e Histórias Cruzadas. Quem já tiver lido ou queira ler, comenta aqui, se quiser, claro. 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Novos Ciclos

  Todos nós temos a vida demarcada por diversas fases. Isso não é uma coisa muito nova que estou dizendo. Mas queria falar um pouco disso. 
   Eu acabei de iniciar uma, que até agora parece bem boa. Comecei a faculdade, que é letras e me surpreendi bastante, as aulas são bastante interessantes e já aprendi muito, e olha que mal comecei a primeira semana!Claro, que daqui a pouco nem tudo vai ser tão legal, tão novidade, mas comecei com o pé direito, estou até bem mais sociável que o costume. O problema são as xerox, dá para declarar a falência! E diferente da lenda urbana, o bandejão, daqui pelo menos, é bem bom, tem até opção vegetariana. 
    Outra grande mudança é que estou em outra cidade, e eu nunca tinha nem me mudado, sabe? É tudo tão diferente, vivia numa casa cheia de cachorros e estou agora num apartamento, sempre tinha que pegar ônibus e demorava uma hora para chegar aonde queria, ou às vezes 20 minutos, se fosse para Corrêas, que é perto da minha casa. Agora vou a pé e em entre 15 e 20 minutos eu chego na universidade. Acho que ainda não caiu a ficha, sabe?
       Mas estou feliz. 

sexta-feira, 25 de março de 2016

Sobre essa coisa de dar aula


    Vamos contar uma história. A pequena Juliana quando criança queria ser veterinária, sempre gostei muito de bichos e tal, acho que é algo meio natural né? Mas por volta de oito anos, percebi que jamais poderia ser, porque nunca iria conseguir fazer uma cirurgia num cão. Não sabia muito bem o que gostava nem o que queria da vida (eu era criança). Com 13 anos descobri que amava, e muito português e comecei a pensar em como eu ensinaria aquela matéria. Até o momento sempre disse que jamais daria aula. Comecei a ajudar uma amiga que tinha dificuldade e descobri que ensinar era algo, definitivamente, maravilhoso. Aí tudo começou .


    Nessa época meu interesse pelas causas sociais, de uma maneira geral, começou a aflorar e por causa de um filme muito especial, eu percebi, de vez, o quanto o nosso mundo é cruel e entendi que a educação tinha um papel muito importante. Comecei a realmente acreditar que por meio da educação o mundo poderia mudar (não só por causa dela, mas esse é o tópico do texto). Então apareceu o ponto final crucial para a minha decisão estar mais que consolidada, um filme maravilhoso, chamado Escritores da Liberdade, que é sobre uma professora na periferia de uma cidade dos EUA que transforma a sua turma. Poucas pessoas realmente entendem o que eu quero, que basicamente é fazer o que ela fez. Transformar a vida de pessoas através das aulas, do conhecimento (meus olhos estão cheios de lágrimas enquanto escrevo). É bastante chato ter sempre alguém te desestimulando, ninguém quer saber dos que querem ser professores, eu ainda que quero ser professora de escola pública sou definitivamente alguém estranho. 
       Ano passado dei aulas particulares, para 4 pessoas, mas acompanhei apenas uma delas ao longo do ano e foi uma das melhores coisas que já me aconteceu. Crescemos muito juntos e consegui fazer um bom trabalho, não digo isso por mim, mas sim pela mãe dessa criança que sempre me agradece. Não tenho palavras o suficiente para descrever a emoção que tive ao ver aquele menino evoluindo e perceber que estava optando pelo caminho certo. Também tive a oportunidade de conhecer um projeto maravilhoso que uma professora próxima desenvolve junto com outros professores numa escola estadual. Essas pessoas me inspiram, mais do que qualquer outras. 
        Quase ninguém entende, mas isso é realmente o que eu quero, dar aula, simplesmente. Participar desse processo todo, estar numa sala de aula, com todos os desafios, crescer com os alunos, corrigir provas, todas essas coisas. Eu acredito na educação, de uma forma bem diferente do que vemos hoje, tanto nas escolas privadas quanto nais públicas. Eu quero dar aula, e não consigo nem ao menos ter vontade de fazer outra coisa. 

domingo, 20 de março de 2016

Nuvens

   Tenho o prazer de lhes contar que consegui (enfim) fazer meu segundo poema completo, que vai fazer parte de um projeto bem especial para mim. Foi hoje no café, de repente tive que levantar para registrar as ideias, espero que gostem.

Nuvens

O triste fim
daqueles que nascem
com a benção de não
poder enxergar

E vivem a vida
Nos becos escuros
Nas ruas vazias
Sem nunca sentir

Sem nunca sorrir
Sem nunca tocar
Sem nunca ouvir
Sem nunca viver


Quem sou eu

Minha foto
Dragão segundo o horóscopo chinês. Nascida no Rio, mas criada em Petrópolis (ainda bem). Além de querer ser professora, sonha em fazer muitas (MUITAS) coisas. Mas enquanto o dia não tem 72 horas, milita por um mundo melhor, escreve, tenta desenhar e bebe mate. Acredita plenamente no poder transformador do palco, dos animais e da educação.