quarta-feira, 22 de junho de 2016

A hora, 16 de Fevereiro




            A rua estava deserta, a Lua era nova e poucas estrelas iluminavam meu horizonte. Meus pés batiam lentamente no chão e o ar fustigava minha pele com rajadas geladas. Foi quando vi. A mulher tinha a magreza de uma criança miserável, os olhos cinzentos eram furiosos, sua pele parecia feita de pérolas e longas asas negras saíam de uma túnica creme. O local parecia perfeito, quanto à hora, sentia como se coragem ainda não tivesse tomado conta de meu corpo, alma e mente. Um passo a frente ou um passo atrás. Tanto fazia. O que aconteceria a seguir? Descobriria em pouco tempo. A mulher deu um passo para frente e entrelaçado por seus dedos compridos vi um instrumento musical dourado, lembrava-me uma flauta. A mulher estendeu a mão oferecendo-me sua flauta. Com um pouco de desconfiança peguei o objeto de sua mão. Ela assentiu com seriedade e se virou para trás. Senti a flauta em minhas mãos, era leve e delicada, como se não fosse o que aparentava. Fechei os olhos. Senti meu corpo ficando cada vez mais leve e os problemas saindo de dentro de mim. O frio da noite já não parecia mais tão frio. Então deixei que o destino me levasse.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Realizando sonhos


    Temos que sonhar grande, não, não é um incentivo, é algo que é imposto para nós diariamente. É claro que nossos sonhos precisam se encaixar em um padrão, somos uma sociedade baseada em padrões, e isso não é algo exatamente bom.

     Mas vamos voltar ao que eu queria falar, quais devem ser nossos sonhos? Basicamente, coisas que envolvam ter dinheiro e o dito sucesso, há em um livro não tão bom de um autor que nem gosto muito uma reflexão que ajuda bastante a entender o nosso mundo, é mais ou menos assim, a gente tem que estudar para entrar numa faculdade legal, para conseguir um bom emprego, e ter uma boa casa, para que nossos filhos possam estudar e ir para uma faculdade legal, e conseguir um bom emprego. Agora, usando a reflexão de um professor de filosofia que tive no ensino médio, na vida nós temos vários momentos "yupi" (acho que não era essa a palavra que ele usava), quando aprendemos a ler, fazemos "yupi", quando saímos a primeira vez sozinhos, fazemos "yupi", quando damos nosso primeiro beijo, fazemos "yupi", mas em todos esses momentos, estávamos sendo condicionados a pensar no que estava lá na frente, naquele momento aonde seríamos bem sucedidos e felizes, e com tempo, e quando a gente chega finalmente nesse momento lá na frente, a gente percebe que acabou não se importando com aqueles vários momentos "yupi", e acabou por não ter pensado no que realmente importa, nem tendo prestado atenção nessas pequenas coisinhas que fazem a gente feliz. 
   Temos que ser felizes, e estamos tão preocupados com essa felicidade absoluta que tudo que realmente faz feliz, passa despercebido. Além disso, ainda tem aquele monte de gente que vai falar que a gente não pode ser feliz fazendo o que a gente gosta, aquele exemplo clássico do artista que acaba virando engenheiro porque a família obrigou. A felicidade é restrita a um certo grupo, que ninguém sabe se são ou não felizes de verdade.

   Nosso sistema não está preocupado se a gente está sendo feliz ou não, só se a gente está reproduzindo um modelo que só é bom para ele. 

Filmes sobre sonhos, ou que me fizeram pensar nesse negócio de ser feliz: O Lado Bom da Vida
Um Bom Ano
O Reencontro
8 Mile

sábado, 28 de maio de 2016

10 Qualidades

     Como já disse antes, somos incentivados a acreditar que não somos bons o suficiente, para nada. Eu, particularmente, sou uma pessoa bastante insegura, e inspirada em um texto lindo que li num lugar lindo, vim aqui tentar dar um golpe na minha insegurança e fazer uma lista de qualidades minhas feita exclusivamente por mim:

1) Eu pulo corda bem;
2) Eu sou uma boa pessoa;
3) (Quando é necessário) tenho uma dedicação 101%;
4) Não sei mentir;
5) Brinco com cães de rua;
6) Não sou egoísta;
7) Sou relativamente criativa;
8) Meus muffins ficam deliciosos;
9) Eu tenho sentimentos (talvez numa dose exagerado);
10) Me lembro muito das coisas

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Livros de aniversário

   Vim compartilhar com vocês os livros que ganhei de presente no meu aniversário (27/04), demorei um pouco por não estar conseguindo postar a foto.
Em breve teremos resenhas.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Daquelas coisinhas que fazem a gente ser quem a gente é

   Às vezes acontece de a gente sentir algo especial por um livro, ou um filme, ou um lugar e é de uma dessas coisinhas que eu vim falar aqui é o livro/filme As Vantagens de Ser Invisível. Sei que pode parecer extremamente bobo falar dele, mas simplesmente é algo absurdamente profundo e que me toca (nota repentina: o objetivo desse texto não é ser uma resenha bem construída e sim um turbilhão de sentimentos de forma desorganizada). 
    A história é sobre o secundarista Charlie, que vem passando por várias dificuldades e se sente bastante deslocado até conhecer a Sam e o Patrick e aí sua vida muda. Sei que parece algo adolescente, mas o autor trata a história do Charlie com tanta sensibilidade, mostra aquilo tudo de uma forma tão mas tão real que é impossível (quero dizer, possível é, mas não deveria ser) não ficar encantado. E o filme também é uma adaptação maravilhosa e igualmente emocionante.
       Charlie é em sua essência, muito do que eu fui durante a vida. Espero que também possam se apaixonar por essa história.
https://www.youtube.com/watch?v=8bZdm8asYSk

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Fracasso

   Fracasso é uma palavra bem forte e bem negativa na nossa sociedade, e não só isso, ela também nos assombra a todo tempo. Eu, pelo menos, mesmo com todas as críticas a esse modelo perverso de "bem sucedidos e fracassados", morro de medo do fracasso. E morro mesmo. Dizem que me cobro muito, mas a verdade é que me sinto "um fracasso" com alguma frequência, mas não vou ficar falando sobre minhas angústias.
    Mas afinal o que é o dito fracasso? Segundo o dicionário, é a falta de êxito, o malogro, a derrota. O mesmo mundo que nos obriga a competir insanamente é o mesmo mundo que nos ensina a nunca querer fracassar. Mas com tantas competições e com tantas pessoas, como podem querer que sejamos vencedores sempre? É algo numericamente impossível! E tem mais, nunca nos ensinam a valorizar o treino, a preparação, o aprendizado, e apenas o resultado final.
   Pensando nessa lógica, se não "nascermos" vencedores, possivelmente nunca desaprenderemos a sermos fracassados. Uma coisa bastante cruel é pensar que às vezes somos até mesmo o segundo lugar e isso é uma decepção. Se não formos de um certo padrão não atingimos o sucesso e a partir daí seremos tachados de pessoas que perderam. 
      Nós não temos a obrigação de sermos os melhores em tudo, não temos que achar que essa lógica competitiva é normal, aprendermos a nos desenvolver sem ter que atingir certos padrões é algo bem mais gratificante, pelo menos eu acho que devia ser assim.
     

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Músicas para Você Ouvir quando estiver se Sentindo para Baixo

   Fiz essa lista baseada totalmente no meu gosto pessoal, e talvez a letra das músicas não seja algo ligado a sentimentos ou te faça se sentir bem. Apenas vá ouvindo, talvez sem prestar tanta atenção e sentindo, qualquer sugestão ou reclamação só dizer aqui. Sinta-se bem vindo (a) para dizer como se sentiu depois de ouvir as músicas também. 










Quem sou eu

Minha foto
Dragão segundo o horóscopo chinês. Nascida no Rio, mas criada em Petrópolis (ainda bem). Além de querer ser professora, sonha em fazer muitas (MUITAS) coisas. Mas enquanto o dia não tem 72 horas, milita por um mundo melhor, escreve, tenta desenhar e bebe mate. Acredita plenamente no poder transformador do palco, dos animais e da educação.