A
casa do lado
O dia enfim chegou. Ninguém nunca
adivinharia que aquele era o dia porque tudo indicava que era mais um dia
prosaico na rua G. de S. Álvaro Rosário tinha saído às 5 da manhã no bonde para
trabalhar, Fátima de Lourdes Lázaro arrancava páginas de livros para fazer bolinhas
de papel e Maria Mariana lia o jornal, ignorando todas as outras crianças que
brincavam. Eu não fazia nada.
– Compraram a casa do lado! – Francisco Lázaro
gritou enquanto entrava esbaforido
Minha mãe levantou da cama, Gustavo
José parou de comer biscoitos, Luis Marcos parou de estudar obras científicas e
até Maria Mariana prestou atenção
– Não pode ser – Teresa, esposa de Álvaro
declarou
– Como depois de tantos anos? – disse Maria
Isabel Rosário entre um bocejo
– Meninos, meninas – Luis Marcos Rosário falou
ajeitando seus óculos falsos de cientista – só há uma solução
– Vamos para o muro! – Zé Pimenta Rosário
gritou e todas as crianças saíram correndo se atropelando
Passamos uma por cia da outra, onze
pares de olhos para apenas um buraco no muro que dava para a casa do lado.
Horas, ou talvez alguns minutos se passaram e nada foi visto. Bernadeta Lázaro voltou
para cima da árvore, Joana Pitanga voltou para o terço e Zé Pimenta foi se
jogar na lama.
Mas eu fiquei lá, sem ver se dona
Fátima Lourdes tinha lanchado algo sem ser minhocas, sem ver se Natureza Alegre
tinha esboçado um sorriso e sem mandar Sagrada Pomba parar de brincar.
Nada de novo nunca acontecia e a
casa do lado era estranha o suficiente para sua ocupação ser um evento. Nada
naquele dia parecia mais importante do que quem seria o novo vizinho.
Quando estava escurecendo minha mãe
acordou e me chamou para dentro. E apesar de tudo indicar que era mais um dia
normal, a casa do lado não saía de minha mente.
Quando fui dormir ouvi algo estranho
no quarto. Procurei e procurei, as não havia nada. De madrugada ouvi o barulho
de novo, olhei para o chão. Era um gato.
Link para o capítulo anterior: http://equantoapepsi.blogspot.com.br/2015/04/malu.html

Livros que comprei para mim
Livro para meu aluno
Feijão surpresa (vou depois colocar o crescimento dele)
Tsuru
Macaquinho japonês
Chaveirinho de dragão
Lanterna japonesa
Cordão de Tigre (meu signo no horóscopo chinês)







Depois teve o almoço que é uma parte que merce ser comentada. Foi num restaurante na rua Augusta chamado Madhu que é de comida indiana. MEUS DEUS, que comida, cheia de temperos, sabores, maravilhosa, amei conhecer, o preço era bem em conta também (considerando que é SP). Quem tiver curiosidade, experimente. 

Depois fomos a um Pêsach (páscoa judaica) na casa de uns parentes. Foi bem interessante e nunca tinha participado de nada parecido. Já no penúltimo dia saltamos na Sé para passear pelo centro velho. Fomos primeiro na Igreja da Sé, depois numa loja tipo um e noventa e nove japonesa chamada Daiso, a qual recomendo fortemente que os consumistas não vão, pois há tudo que não precisamos, por um preço bom, e lindo! O tipo inútil bonito e barato. Depois disso fomos no São Bento comprar uns presentinhos, até ganhei um bolinho delicioso para dividir com o Jordan. Após esta ação, fomos dar um passeio no inferno, ou seja, na 25 de Março, um lugar cheio, com gente tetando te vender tudo que puder imaginar. Detesto. Fomos então para o Mercadão para o Jordan experimentar o famoso sanduíche de mortadela, que é tão enjoativo que ele nem aguentou. Passamos depois no Pateo do Collegio aonde São Paulo começou. O centro velho pode ser até mesmo bonito, mas é muito triste ver a quantidade de moradores de rua, São muitos, e alguns usando drogas. Lamentável ver alguém nessa situação. 

No último dia fomos apenas na Liberdade de novo, porque aos domingos ocorre uma feirinha bem legal, 

