quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

      Cá estou eu numa noite chuvosa ouvindo We Are The Champions para compor um momento dramático do último dia do Sisu (notificando que esse é um texto desabafo sem grandes propósitos). Para quem não sabe o Sisu é um sistema feito para torturar psicologicamente jovens que pretendem passar para uma universidade pública, tentar PROUNI ou FIES. Lembrando que além do método deixar qualquer um insano (eu, por exemplo, choro sem parar e acho tudo muito emocionante), também nos faz o favor de travar e dar alguns problemas. Ah, o sistema educacional. Imagem meramente ilustrativa para lhes apresentar esse sistema monstruoso (nota: ele muda todo dia)
    Pode perceber leitor, que estou num momento no qual minha mente está fora do lugar (desequilíbrio, caso psiquiátrico, frescura, inferno astral, sinta-se à vontade para chamar do que preferir). Meu quarto está mais bagunçado que o normal, eu fico enjoada e com fome, durmo 8h e parece que foram 15 minutos, não largo Harry Potter (sim, estou lendo Harry Potter, estou já no quinto livro e pretendo fazer um texto sobre ele também, agora percebo que preciso falar de um livro que acabei de ler, e percebo que esse parênteses está tão grande que deve estar fugindo das regras gramaticais então vou dar um fim nele), mando áudios no what's app para responder algo curto e gasto um dois minutos falando algo nada a ver, choro com tudo (um conhecido foi falar que outro conhecido só tinha um rim e eu quase chorei, só que a história deixou de ser triste rapidamente e consegui me controlar), inclusive chorei muito num filme muito bom chamado Philomena, e bem no meio de todo esse cenário caótico, acabou que com alguma determinação consegui! Reli e fiz modificações pequena no primeiro capítulo de O Dia em que o Sol caiu no Mar, não acredito, fiquei ouvindo a música inspiradora do filme. Não há palavras para descrever como estou feliz, já mandei para as pessoas que vão dar uma olhada para mim, é emoção que não cabe em mim (já estou começando a chorar, o que também aconteceu quando vi imagens do filme.
       Bem, acho que é mais ou menos isso mesmo. 
Nota 1 : peço desculpas pelo número avassalador de links no texto
Nota 2: desculpem pela confusão, mas algumas coisas ficam melhores depois que a gente escreve sobre elas 
Nota 3 : sobre a nota 2, isso obviamente falando da ótica da pessoa que escreve, a pessoa que lê só deve achar que a pessoa que escreve está meio mal
Nota 4: assista Philomena, é muito lindo
Nota 5: esqueci de mencionar que também tenho assistido muito Downton Abbey, que também é uma coisa que todos deveriam assistir, série linda

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O mundo em que vivemos

    Desde julho/agosto venho militando por uma organização política que representa meus ideias e compartilha das minhas crenças. Cresci infinitamente como ser humano desde então e minha compreensão de mundo aumentou em proporções absurdas. 
      Hoje foi um dos dias mais marcantes desde meu começo na militância (junto com um campeonato de xadrez). A história é a seguinte, como aconteceu muito no Brasil de uns tempos para cá, uma rodovia federal passou a ser cuidada por um empresa privada, as chamadas concessões. Torcíamos que os maiores problemas fossem o preço do pedágio e o péssimo estado das estradas. 
       Pois bem, a tal empresa resolveu que se fazia necessário remover os moradores dos arredores das vias, sabemos bem qual a classe social das pessoas das casas, e sabemos também que a remoção se faria da forma menos humana possível.
      Foi colocado no caso um juiz, que já tem processos por assédio moral com as pessoas com as quais trabalhava. Os moradores receberam a notificação que seriam retirados por um papelzinho, receberia, uma indenização pífia. E nenhum deles tinha para onde ir. 
       Organizaram-se, nossa instituição foi, e mais algumas pessoas. Fechamos meia pista, gritamos, fizemos barricada, e como era de se esperar lá foi a PM, ameaçando invadir, com armas, porretes, sprays de pimenta. Para agredir moradores, que estavam lá para lutar o que era deles, aliás a mais tempo que a estrada da tal empresa. 
      Mas através de luta e resistência (até um procurador e o prefeito da cidade foram parar lá) conseguimos a vitória temporária, não irão remover, por hora, e será pensada uma forma melhor de resolver o problema. Por hora.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Ano novo, metas novas

   Feliz 2016! Para começar bem o ano. E acabou-se 2015, por mais batido que seja. Um ano melhor do que esperava, no qual fiz (bem) menos do que queria. Um ano polêmico e conturbado, mas serei breve pois todos os sites, emissoras, revistas, e outras formas de mídia já fizeram o favor de fazer retrospectivas (amém).
   Todos os anos, várias pessoas, fazem metas. Eu, por exemplo, até arrumei um caderninho lindo de metas para me acompanhar durante o ano, não sei se já falei por aqui da minha obsessão por listas e cadernos. 
    E bem, falarei rapidamente sobre meu projeto 2016, que não inclui ficar rica nem com um corpo magro e definido. Meu projeto 2016 consiste em terminar meu primeiro livro, intitulado O Dia em Que o Sol Caiu no Mar, que é uma história que não tenho palavras para dizer o quanto me envolvo e sinto algo especial por ela. É fora do normal. Ela será constituída por 30 capítulos dividida em duas partes. Quero deixá-lo especial. Queria poder colocar um trecho de livro em cada capítulo, mas isso foi um projeto posterior, que um dia prometo implementar. 
   Enrolando bem, se fizer 1 capítulo por mês consigo acabar, vou precisar de pessoas nas quais confio para poder me cobrar, pedir para outras darem uma revisada, e ainda ir lapidando, deixando-o com minha cara. Postarei os resultados firme e forte aqui no blog (meta 2016: manter o blog).
       Bem, queria poder compartilhar isso por aqui, quando tiver ideias e resultados publicarei.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Vemos vegetarianos, quase vegetarianos, veganos, quase veganos, etc que defendem com unhas, dentes, celulares e tudo que veem pela frente a vida animal. Não que haja algum problema nisso, muito pelo contrário, eu mesma ainda tento evitar carne o máximo possível. Mas o que me incomoda profundamente é o fato de estas mesmas pessoas simplesmente fecharem os olhos a todos os produtos, feitos não só "pelas melhores marcas" mas também com rios de sangue, litros de esperanças perdidas e quilos de desigualdade. Fazemos discursos cheios de esperança e palavras bonitas, defendemos um mundo melhor, e prometemos viver sem causar impacto. Mas olhos e ouvidos são fechados quando o assunto é consumir menos. Nada vale menos do que a vida das pessoas mais pobres.




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Para nós que vivemos nossos dias com o mundo todo nos convencendo que não podemos ser bonitas para nós mesmas:

https://www.instagram.com/outrasmeninas/

https://www.youtube.com/watch?v=9mpe4Y0HmF8



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

 Como venho fazendo, direi um pouco sobre este lindo livro que já acabei há um tempinho (enrolada, sim ou claro?). Mosquitolândia é um livro bem divertido e cheio de reflexões bem profundas sobre nós mesmos que narra a história de Mim e sua tentativa de ajudar sua mãe. Como estou um pouco confusa sobre o que falar e pretendo deixar claro que não é só um livro bobo para adolescentes (porque afinal, alguém um dia definiu o que é bobo ou não, o que é bom ou não) vou citar algumas frases presentes no livro:

"Você pode rir ou chorar, Isa. Porque os dois são basicamente a mesma coisa"

"Quando você nasceu, você chorou enquanto o mundo se deleitava. Viva a vida de modo que, quando morrer, o mundo chore enquanto você se deleita"

"Sou uma coleção de esquisitices, um circo de neurônios e elétrons: meu coração é dono do circo; minha alma, o trapezista; e o mundo, minha plateia. Parece estranho porque é estranho, e é estranho porque sou estranha"

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sobre Enem e desigualdade social

      Este texto será uma bagunça (como andam minha mente e minhas coisas nos últimos tempos). Fiz Enem anteontem e acho que dessas semanas para cá vou poder postar com mais continuidade (ou pelo menos esta é a expectativa que ainda temos). É meio difícil não ficar um tanto desequilibrado no terceiro ano do ensino médio, principalmente se você é estudante de um colégio particular que costuma esperar bons resultados (adoro esse sistema que deixamos de ser pessoas e passamos a ser números), como é a escola na qual eu estudo. Parece que sua vida inteira, sua personalidade, seus desejos, medos, aspirações, seu futuro, seu passado, seu presente, tudo que você possa imaginar se resume na sua nota, que se compõe com um número absurdo de questões e uma redação bastante criteriosa. 
   Precisamos ir bem, para passar para uma boa faculdade, para ser alguém na vida, para conseguirmos um emprego legal, para comprarmos uma casa bonita, para colocarmos nossos filhos em boas escolas, para eles passarem para uma boa faculdade e por aí vai...
    Obviamente essa reflexão acima não se acontece na maior parte da população, podemos ter um debate longo sobre como o Enem é uma prova absolutamente injusta e que não diz nada sobre ninguém, sobre pessoas que não tem tanta vontade de fazer faculdade, sobre pessoas que não querem viver nesse esteriótipo de vida perfeita, sobre pessoas que querem passar para onde der, mas até onde podemos considerar esse questionamento real?
     Aonde quero chegar? Quero chegar na parte a qual poucos falam sobre o Enem, que a maioria dos candidatos não tem a menor chance. E não tem mesmo. Não por não terem se esforçado ou qualquer explicação hipócrita desse estilo. Nosso mundo é muito desigual e sabe, eu não consigo exatamente ficar feliz por quem sabe passar para algum lugar quando convivo com um rapaz que é da minha idade, mas nem chegou ao ensino médio, trabalha desde cedo e vai fazer supletivo. Para muitos a opção de ignorar é "ok", se eu ficar mal com cada coisa assim, o que vou ganhar? Aonde vou chegar? 
    Não consigo achar normal se conformar com situações dessa espécie, não consigo entender alguém que apenas olha para ele, em sua situação atual e diz apenas que ele não se esforçou. Há um contexto, bem complexo inclusive, que abrange o genética, classe social, amigos, seu "psicológico", família, ambientes aonde está, pelo que passou. 
     Ainda sobre essa questão de tentar enxergar um pouco além, eu estava no ônibus e havia uma senhora, provavelmente com quase sessenta anos, e seu filho, obviamente com alguma deficiência mental (não sei se o termo que utilizei foi o mais apropriado). Estávamos todos num engarrafamento e o rapaz, possivelmente por não estar entendendo nada, queria sair do ônibus e continuar o caminho a pé. Por sua vez, a mãe não teve muita paciência e gritava com ele o chamando de "burro". Aí penso eu, será que realmente podemos culpá-la? Eram os dois, obviamente pessoas menos favorecidas economicamente, sem instrução adequada, que, se completaram o ensino médio, foi em instituições precárias, que não recebem auxílio do Estado para poder enfrentar suas vidas, quem dirá o problema de saúde do rapaz, sem falar claro, que não sabemos como se dá a convivência dos dois, e ressaltando que ninguém é 100% paciente 100% do tempo. 
      Claro que jamais defenderei o jeito que ele foi tratado, o ponto que quero discutir não é a maneira que ele devia ser tratado, e tentar falar sobre como a vida das pessoas é mais complexa do que vemos. Não estamos aqui sozinhos, nossas ações não são inconsequentes, e acho que é extremamente valido tentarmos nos colocar no lugar do outro e pensar, por que ele pode estar nessa situação? 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Tormenta das Espadas e O último Reino

   Título bem pouco sugestivo. Semana passada, ou retrasada, agora não me lembro terminei O Último Reino, o primeiro livro das Crônicas Saxônicas, e já sei que a série ganhou um espaço no meu coração. O tema é super interessante, a história envolvente e ainda é bem escrito... Vale a pena conhecer a saga de Uhtred (filho de Uhtredm filho de Uhtred, que também era filho de Uhtred) e agora estou lendo o terceiro livro daquela saga que me conquistou cmpletamnete que é As Crônicas de Gelo e Fogo. O livro que estou lendo agora é A Tormenta das espadas, mal cheguei à centésima página mas já estou empolgada e querendo ler de 5 em 5 minutos (OBS: já ouvi dizer que é o melhor livro, o que me deixou ainda mais ansiosa). Não vou botar fotos porque meu celular está de mau humor e não me deixa mexer na câmera. 

Quem sou eu

Minha foto
Dragão segundo o horóscopo chinês. Nascida no Rio, mas criada em Petrópolis (ainda bem). Além de querer ser professora, sonha em fazer muitas (MUITAS) coisas. Mas enquanto o dia não tem 72 horas, milita por um mundo melhor, escreve, tenta desenhar e bebe mate. Acredita plenamente no poder transformador do palco, dos animais e da educação.